A maior parte dos planos de saúde no Brasil fazem parte da categoria “coletivo empresarial”. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), são mais de 31,8 milhões de beneficiários. Para as empresas, o convênio médico representa o segundo maior custo. No total, chega a R$ 395,18 por colaborador.

Esse dado é de 2018. Apenas para ter um comparativo, em 2012, a média era de R$ 158,42. Com isso, a alta acumulada em sete anos foi de 149%. Diante desse cenário, fica claro que as empresas precisam reduzir custos — e uma forma de fazer isso é pela migração do plano de saúde para outra operadora.

O processo por ser um pouco burocrático. No entanto, é possível de ser aplicado. Veja como fazer o procedimento neste conteúdo.

Quais são os custos dos planos de saúde?

Segundo a mesma pesquisa já citada, as empresas gastam cada vez mais com os convênios médicos para os funcionários. O aumento de 2017 para 2018 chegou a 10%. Com o crescimento contínuo dessa despesa, muitas companhias começaram a adotar a coparticipação.

Nesse modelo, o colaborador paga parte dos procedimentos efetuados e a empresa é responsável por um valor fixo todos os meses. O valor por trabalhador diminui, mas isso pode gerar problemas para os funcionários.

Afinal, o custo atinge até 35% da remuneração do funcionário. Ainda assim, essa foi a alternativa escolhida por 74% das empresas.

Seja nesse modelo, seja na busca por um plano de saúde mais barato, é necessário entender como fazer a migração de uma operadora para outra.

Como migrar o plano de saúde empresarial?

A migração do plano de saúde para uma opção com coparticipação pode levar a uma redução de aproximadamente 20% dos custos mensais com essa categoria. Se fizer a mudança para outra operadora, o índice pode ser até maior.

Nesse momento, é necessário pesquisar as opções disponíveis no mercado e encontrar aquela mais adequada à realidade da sua empresa. Para realizar o procedimento da maneira mais correta possível, efetive as dicas abaixo.

Conheça a regulamentação da ANS

A entidade é a que regulamenta a oferta de planos de saúde no Brasil, assim como sua adesão e diretrizes a serem seguidas. Segundo a ANS, é possível realizar a troca do plano de saúde sem cumprir novos períodos de carência ou manter a cobertura parcial temporária (CPT) já cumpridas.

Para aproveitar essa possibilidade pela primeira vez, é preciso ter o plano de saúde por, pelo menos, 2 anos. No caso de cumprimento de CPT, são exigidos 3 anos de existência. Além disso, é proibido estar em período de carência.

Se já for a segunda vez, é requisitado estar apenas por 1 ano ou mais no plano contratado. Em qualquer um dos casos, a portabilidade pode ser realizado em até 4 meses a partir do mês de aniversário do contrato. Se esse período for ignorado, é preciso esperar o ano seguinte.

Procure uma corretora confiável

O próximo passo é buscar uma corretora que comercialize planos de saúde e preste todas as informações necessárias. O importante, aqui, é encontrar uma empresa que preste uma consultoria para fornecer a melhor solução para o seu negócio.

Nesse processo, avalie a experiência da corretora no mercado e a satisfação dos clientes. Além disso, se a sua companhia for de grande porte, procure uma opção que tenha um atendimento exclusivo para essas organizações, a fim de oferecer uma gestão de benefícios e seguros especializada.

Faça a proposta de adesão

A corretora vai indicar os próximos passos e os documentos necessários para realizar a proposta de adesão. Sempre analise o custo-benefício e preencha todas as informações necessárias. Aguarde o retorno da operadora, que deve chegar em até 10 dias, conforme determinação da OMS.

Caso o prazo seja ignorado, a proposta de portabilidade de carências é considerada aceita. Em seguida, entre em contato com a operadora de origem e informe sobre a portabilidade. O plano será cancelado em até 5 dias após o início da nova proposta.

Como você pôde perceber, o procedimento é simples, mas envolve alguma burocracia. Ter o apoio de uma corretora especializada garante mais precisão nas diferentes etapas. Assim, é mais difícil de sua empresa ter problemas nesse processo e terá um apoio especializado importante para o bom andamento da negociação.

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