Você sabia que um dos principais desafios das empresas é otimizar os custos com plano de saúde? A alta foi tão expressiva nos últimos anos que levou a uma alta de 149% entre 2012 e 2019. Com isso, tornou-se o segundo maior gasto corporativo, atrás apenas da folha de pagamento.

Isso acontece devido ao modelo de pagamento, chamado fee for service. O termo indica que os valores são cobrados por procedimento efetuado. Portanto, quanto maior for o desperdício, mais elevada é a sinistralidade.

O problema é que, somente em 2017, as fraudes e os desperdícios tiveram um impacto de R$ 28 bilhões nos gastos das operadoras médico-hospitalares brasileiras. Esse montante foi diretamente repassado aos contratantes, sejam pessoas físicas, sejam pessoas jurídicas.

Além disso, os chamados eventos adversos — ou seja, complicações indesejadas na assistência à saúde — geraram R$ 10,6 bilhões de gastos no sistema privado de saúde em 2017. 

Diante desse contexto, o que sua empresa pode fazer para evitar o aumento da taxa de sinistralidade e a consequente elevação dos gastos com o plano de saúde? Confira as 5 dicas que preparamos para a otimização dos custos!

1. Conscientize os colaboradores

Mais do que migrar de um plano de saúde para outro ou implementar a coparticipação, é necessário estimular o uso responsável do convênio médico. Somente dessa forma é possível realmente economizar.

Aqui, é necessário realizar várias ações, como acompanhar indicadores de saúde, adotar a coparticipação, incentivar a alimentação saudável e oferecer suporte a pessoas em grupos de risco, caso dos obesos, diabéticos e hipertensos.

Apesar dessa recomendação, uma pesquisa da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH–Brasil) e da Aliança para a Saúde Populacional (ASAP) mostrou que poucas companhias trabalham com a prevenção. Segundo os dados:

  • 46% das empresas não usam indicadores de saúde. Portanto, deixam de monitorar a qualidade do atendimento;
  • 40% não adotam a coparticipação;
  • 56% não investem na alimentação saudável;
  • 51% não implementaram programas de apoio a grupos de risco.

Por isso, o recomendado é apostar nessas iniciativas e mostrar aos colaboradores a importância de cuidar da saúde. Ao investir nessa atuação, é possível reduzir a sinistralidade e melhorar outros indicadores, como presenteísmo, absenteísmo e turnover.

2. Avalie os contratos de forma periódica

Por mais que sua empresa esteja bem atendida em determinada operadora de saúde, é necessário avaliar o contrato para garantir que ele continue tendo bom custo-benefício. Para isso, conte com a ajuda de uma corretora que preste uma consultoria especializada e verifique as possibilidades.

Avalie a taxa de sinistralidade incidente, já que o reajuste de planos de saúde corporativos não é regulamentado pela ANS. Para entender a importância dessa análise, basta ver que os valores chegam a aumentar quase o triplo quando comparados aos individuais.

Segundo dados da ANS, o crescimento dos valores atingiu 20% em 2018, sendo que os individuais tiveram o índice máximo fixado em 7,35%. Esse é um dos motivos que aumenta consideravelmente os gastos corporativos.

3. Faça uma boa gestão de saúde

O ideal dessa proposta é analisar como o plano é utilizado pelos beneficiários e identificar possibilidades de mudança sem haver prejuízo à qualidade. Aqui, é importante considerar o perfil epidemiológico da companhia, ver quem faz parte do grupo de doentes crônicos e quais atividades laborais são realizadas.

A partir disso, você sabe exatamente onde agir. Por exemplo, se há um grande número de obesos, sua empresa pode implementar um programa de incentivo a atividades físicas e alimentação saudável.

Por outro lado, se as atividades exercidas gerarem lesões por esforço repetitivo, trabalhar a ergonomia e implementar a ginástica laboral são ações recomendadas.

4. Altere o modelo de pagamento do plano de saúde

Nesse caso, a ideia é verificar com uma consultoria especializada o que poderia ser feito para reduzir os gastos. Uma alternativa são os pós-pagos, cuja cobrança é feita somente depois do colaborador utilizar o plano de saúde.

É claro que, para ter sucesso nesse trabalho, é necessário ter um trabalho efetivo da equipe de RH. O objetivo é adotar uma metodologia de controle dos sinistros. Para isso, é importante contemplar a estratificação da população por perfil e contratar soluções personalizadas.

5. Migre para um plano com coparticipação

Como indicamos, uma alternativa para otimizar os custos com plano de saúde é migrar para um plano com coparticipação. Nesse modelo, a empresa arca com um valor fixo mensal e os colaboradores pagam parte dos procedimentos realizados.

Essa é uma alternativa eficiente para estimular a conscientização e evitar os desperdícios, que são tão comuns no uso dos convênios médicos. Assim, a empresa deixa de se preocupar com essa questão e os usuários também usam o plano de modo mais adequado.

Com essas 5 dicas para otimizar os custos com plano de saúde na sua empresa, você tem mais chance de sucesso. Além de trabalhar o engajamento dos colaboradores, também foca a prevenção e o uso consciente. Assim, o resultado atingido tende a ser melhor.

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